A importância da preservação ambiental para países e empresas

A importância da preservação ambiental para países e empresas

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Importância da preservação ambiental

A preservação ambiental é importante para o futuro.

Essa é uma frase que todos nós ouvimos milhares de vezes durante a vida, mesmo assim, ainda tratamos assuntos como mudanças climáticas e a poluição dos oceanos como temas distantes e com pouco impacto em nosso cotidiano.

Um exemplo prático de como essas questões têm impacto direto em nossas vidas pode ser observado no ano de 2014, quando São Paulo enfrentou a maior crise hídrica da história. Caso o desmatamento continue acelerando, estudos de modelagem numérica sugerem que dentro das próximas décadas, haverá uma diminuição das chuvas e do transporte de umidade da Amazônia para a região sudeste, podendo gerar secas intensas e longas, como ocorreu em 2014.

Outro exemplo prático pode ser observado nos mercados. No ano de 2021, a inflação não foi a única culpada pela alta no preço da carne. Ricardo Nissen, assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou

em uma entrevista ao G1 que o ano de 2020 terminou com uma seca mais longa que o normal, o que levou a uma diminuição dos pastos e consequentemente um aumento nos preços da carne.

Protocolo de Kyoto

Cidade em kyoto

O protocolo de Kyoto foi um acordo firmado entre mais de 175 países visando a diminuição das emissões de gases do efeito estufa. O protocolo foi assinado em 1997 em Kyoto (Japão) e entrou em vigor a partir de 2004.  A partir dele, os países signatários se comprometeram em reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 5,2% até o ano de 2012.

Os três mecanismos propostos pelo protocolo de Kyoto para tornar essa redução possível foram os seguintes: Implementação Conjunta, que previa parcerias entre países para a criação de projetos ambientais, Comércio de Emissões, que possibilita os países desenvolvidos comprarem créditos de nações menos poluentes, e Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, mais conhecido como o mercado de créditos de carbono.

Além desses três mecanismos, foram propostas algumas ações para conseguir atingir essa redução de 5,2%, alguns exemplos são a busca pelo aumento da eficácia energética em alguns setores da economia, a proteção de florestas, a promoção de formas sustentáveis de agricultura e a realização de pesquisas sobre o sequestro de CO2.

Apesar de todas essas diretrizes, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2012 (COP18) só chegou a uma conclusão, o protocolo de Kyoto havia falhado, ao invés de atingir uma queda de 5,2% nas emissões, foi registrado um aumento de 16,2%. Em uma tentativa de mudar a situação, o protocolo teve sua duração estendida até 2020, enquanto um outro acordo era discutido.

Acordo de Paris

Acordo de paris

Recentemente alvo de muitos debates com a possível saída dos EUA, o Acordo de Paris veio para suceder o protocolo de Kyoto. Esse acordo foi discutido entre 195 países durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2015 (COP21), entrou em vigor em 2016 e tem como objetivo limitar o aumento de temperatura médio global a 2°C em comparação a níveis pré-industriais.

Um dos pontos de sua elaboração que o diferencia de seu antecessor foi a criação de recomendações em relação aos países menos desenvolvidos, que foram deixados de lado no protocolo de Kyoto, além dessas recomendações, o acordo também busca estimular o suporte financeiro e tecnológico de países desenvolvidos para ampliar ações que ajudem no cumprimento da meta.

IPCC e sua função de auxiliar os países

O Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o objetivo do IPCC é fornecer aos governos de todos os níveis informações científicas que possam usar para desenvolver políticas climáticas. Os relatórios do IPCC também são uma contribuição importante para as negociações internacionais sobre mudanças climáticas.

IPCC logo

O IPCC é uma organização de governos membros das Nações Unidas ou OMM e conta atualmente com 195 membros, sendo que milhares de pessoas de todo o mundo contribuem para o trabalho da organização. Para os relatórios de avaliação, os cientistas do IPCC oferecem seu tempo para avaliar os milhares de artigos científicos publicados a cada ano para fornecer um resumo abrangente do que se sabe sobre as causas das mudanças climáticas, seus impactos e riscos futuros, e como a adaptação e a mitigação podem reduzir esses riscos.

Uma revisão aberta e transparente por especialistas e governos em todo o mundo é uma parte essencial do processo do IPCC, para garantir uma avaliação objetiva e completa e para refletir uma gama diversificada de pontos de vista e experiência. Por meio de suas avaliações, o IPCC identifica a força do acordo científico em diferentes áreas e indica onde pesquisas adicionais são necessárias.

Com o intuito de se adequar as medidas de transparência do IPCC, foi criado em 2008 o Programa Brasileiro GHG Protocol, que é responsável pela adaptação do método GHG Protocol ao contexto brasileiro de desenvolvimento de ferramentas de cálculo para estimativas de emissões de gases do efeito estufa (GEE).

GHG logo

Os objetivos do GHG Protocol são estimular a cultura corporativa de inventário de emissões de GEE no Brasil para uma agenda de enfrentamento às mudanças climáticas nas organizações, além de proporcionar instrumentos e padrões de qualidade internacional para a contabilização das emissões e publicação dos inventários.

Para agilizar e facilitar a divulgação dos inventários corporativos de emissões de GEE das organizações participantes do GHG Protocol tem-se o Registro Público de Emissões (RPE), que é uma plataforma pioneira no país, sendo a primeira deste tipo no país.

Os objetivos do RPE são servir de apoio à elaboração de políticas públicas coerentes para comunicação das informações de GEE e também promover o reconhecimento das organizações participantes pela iniciativa voluntária de transparência, frente a stakeholders cada vez mais atentos à responsabilidade socioambiental corporativa

A Química Júnior auxilia empresas na redução da emissão de carbono.

Membro da Química Júnior auxiliando no plantio

Em busca de auxiliar as empresas com a tarefa de reduzir o impacto das suas emissões de carbono surge o Projeto Verde. Projeto esse que proporciona aos empreendimentos, empresas e eventos a oportunidade de colaborar por um mundo mais sustentável, uma vez que ele busca trazer soluções verdes aos mesmos.

O Projeto Verde utiliza do GHG protocol, para contabilizar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e, posteriormente, neutralizar essas emissões, a partir do plantio de mudas de árvores. O Projeto Verde é ideal para a empresa ou evento reconhecer-se como sustentável e garantir um papel mais expressivo na preservação ambiental, levando a um marketing verde verdadeiro, uma vez que estará ajudando a diminuir o impacto ambiental das emissões feitas pela empresa.

Uma situação na qual a Química Jr. obteve sucesso ao aplicar o Projeto Verde, se deu durante o VII Congresso Farmacêutico da UNESP e IV Jornada da Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, que ocorreu entre os dias 6 e 10 de agosto de 2018, onde havia-se a necessidade de trazer ao evento uma preocupação com a preservação ambiental tendo em vista sua magnitude.

Durante este evento, os membros da Química Jr., trabalharam juntamente com os organizadores do evento para coletar todos os dados necessários, sendo eles a queima de combustíveis, a energia elétrica utilizada no evento e os resíduos gerados e com os dados coletados em mãos se tornou possível calcular de forma mais precisa as emissões de GEE’s do evento.

Ao realizar os cálculos os membros chegaram a um número final de 72 mudas. As quais em parceria com a prefeitura de Américo Brasilense, foram plantadas juntamente com 42 crianças da rede pública municipal de ensino dando ao projeto além de foco na preservação ambiental, um viés educativo para as crianças que auxiliaram no plantio.

Para saber mais sobre o Projeto Verde e como ele funciona, acesse nosso ebook gratuito sobre o tema.

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