Lembra do Césio-137 em Goiânia? A importância do PGRS

Lembra do Césio-137 em Goiânia? A importância do PGRS

A tragédia do Césio-137 em Goiânia deixou muitas famílias afetadas. E não só isso: uma importante lição sobre o porquê de se preocupar com os resíduos sólidos!

O que foi o caso do Césio-137 no Brasil?

O dia de 13 de setembro de 1987 ficou marcado na história do Brasil como o dia em que ocorreu o maior acidente radiológico do país registrado até o momento, na cidade de Goiânia, localizada no estado de Goiás. 

Foi através desse acidente que muitos seres humanos entraram em contato direto com elementos químicos radioativos, dentre eles o Césio-137

O Césio-137 é um isótopo capaz de emitir radiação o suficiente para provocar diversas sequelas a depender do tempo de exposição com a substância.

Nos casos mais graves, pode provocar o adoecimento de seres vivos, incluindo os humanos.

A história se iniciou quando catadores de lixo de Goiânia resolveram vasculhar instalações antigas do Instituto Goiano de Radioterapia em busca de materiais metálicos para vender, até que se depararam com um aparelho de radioterapia abandonado no local. 

Um proprietário de um ferro-velho da região comprou este equipamento. Quando o abriu, encantou-se com um pó branco parecido com sal de cozinha que, no escuro, possuía uma coloração azul. 

Admirado, resolveu exibir a substância para a sua família, amigos e para seus vizinhos da região. 

Infelizmente, não se sabia da gravidade que essa exposição a esse pó (cloreto de césio-137) traria e, durante alguns poucos dias, o césio-137 estava circulando de mão em mão em uma região central de Goiânia, contaminando diversas pessoas.

Quantas pessoas o acidente do Césio-137 em Goiânia atingiu?

Logo após algumas horas após o contato com a substância, as primeiras vítimas começaram a aparecer em hospitais com sintomas de vômitos, diarreia, náuseas, tonturas, dentre outros. 

Quase duas semanas depois do primeiro ocorrido é que órgãos de vigilância sanitária conseguiram identificar os sintomas como sendo uma consequência direta de contaminação radioativa. Ao todo, 4 pessoas vieram a óbito e 1600 pessoas foram afetadas, direta ou indiretamente.

Símbolo referente ao elemento químico Césio na tabela periódica

Por que o Césio-137 é perigoso?

O Césio-137 é considerado uma substância perigosa por ser um elemento químico radioativo. 

Ou seja, ele é capaz de liberar radiação a qual consegue alterar as estruturas atômicas. Por conta disso, ocorrem remoções de elétrons dos átomos. 

Considerando os átomos presentes nos seres humanos, a alteração na estrutura atômica causada pela radiação é capaz de provocar os sintomas de vômitos, diarreia, náuseas e tonturas. 

Tudo isso em poucas horas de exposição, podendo ocasionar a morte ou então sequelas graves a longo prazo, como o surgimento de um câncer.

Símbolo que, na química, remete a presença de material radioativo, como o Césio-137

Qual o impacto do incidente do Césio-137 em Goiânia?

O acidente foi bastante impactante para Goiânia, já que foi necessário isolar a região afetada da cidade para executar uma descontaminação da área, o que levou bastante tempo. 

Várias famílias tiveram que sair de suas casas e muitas delas perderam bens materiais que ficaram contaminados. 

No total, cerca de 6000 toneladas de lixo foram removidos da região, dentre eles roupas, utensílios domésticos, materiais de construção, etc. 

Pedaços de resíduos amontoados

Destinou-se todo o lixo radioativo em caixas, tambores e contêineres revestidos com concreto e aço para a cidade de Abadia de Goiás. 

Esta cidade abriga o único depósito de lixo radioativo do Brasil, que deve permanecer por lá por aproximadamente 600 anos até a decomposição.

O que aconteceu com as vítimas do Césio-137?

As vítimas do incidente ficaram com sequelas bastante delicadas. E, como já dito, essas pessoas também tiveram que desfazer de muitos de seus pertences, desde bolsas e relógios até casas e veículos, pois tudo estava contaminado.

Ao todo, 249 pessoas foram contaminadas. Dentre elas, 129 tinham rastros da substância interna e externamente ao organismo. 

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) calculou ainda a hospitalização de 49 pessoas, sendo que 20 precisaram de cuidados médicos severos.

Mas a história mais dramática dentre as quatro vítimas fatais é a da garotinha Leide. Ela era filha do catador que encontrou o Césio-137 e brincou com o material, esparramando o mesmo sobre o seu corpo.

As consequências foram cruéis e, aos 6 anos, Leide faleceu por contaminação da radioatividade, deixando saudade em muitas pessoas queridas. 

Como evitar um novo incidente?

É muito fácil medir as consequências de uma tragédia depois que ela acontecer. Mais fácil ainda, apontar as causas. 

A ideia aqui não é apontar quem está certo nesta história. Nem culpar alguém pelo acidente. Mas sim, educar nossos leitores para que nenhum evento desta natureza volte a acontecer em nosso país.

A causa primeira do acidente foi a má gestão dos resíduos radioativos por parte do laboratório. 

Uma alternativa é o tratamento prévio do rejeito, bem como o descarte e armazenamento do mesmo em local adequado. E não misturá-lo com resíduos sólidos convencionais.

E, como destinar adequadamente esses rejeitos? Uma forma segura e adequada de se fazer isso é por meio de um PGRS.

O que é um PGRS?

PGRS significa Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. O plano é um documento técnico utilizado para determinar o tipo e a quantidade de cada resíduo gerado pela empresa. 

Para a preparação do PGRS, são definidas medidas e procedimentos para a adequada gestão dos resíduos que, quando aplicados, irão minimizar o impacto no meio ambiente e para a sociedade, como foi o caso do Césio-137.

Pessoa amassando uma garrafa de plástico. Para onde vai o resíduo?

Por meio do PGRS, é especificada uma forma ambientalmente correta de gestão, embalagem, transporte, tratamento, reciclagem, descarte e destinação final dos resíduos gerados. 

Ficou interessado(a) sobre o PGRS? Confira 7 curiosidades sobre o projeto!

Além disso, a Química Jr. realiza o projeto e pode explicar um pouquinho mais dele para você, que tal? 

Além do poder de evitar catástrofes, um PGRS adequado pode evitar muitos problemas com órgãos legais e atrair mais consumidores para seu negócio. Tentador, não?

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