Aquecimento global e o branqueamento de corais: Como a química pode ajudar?

Aquecimento global e o branqueamento de corais: Como a química pode ajudar?

O aquecimento global, causado pelo aumento da concentração de gases do efeito estufa (GEEs) na atmosfera, é um dos maiores desafios ambientais enfrentados pela sociedade hodierna global. Esse fenômeno corresponde ao aumento gradual da temperatura média do planeta devido à maior retenção do calor irradiado da superfície terrestre por gases na atmosfera, dificultando sua dissipação para o espaço e intensificando o efeito estufa natural.

Os principais gases responsáveis pelo aquecimento global são o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e os óxidos de nitrogênio (NOX), emitidos, principalmente, pelas atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis, desmatamentos florestais e processos industriais. Em 2025, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação relatou que a concentração atmosférica de gás carbônico foi a maior comparada com os últimos 800 mil anos.

A poluição atmosférica ocorre principalmente pela emissão descontrolada e nociva de gases de efeito estufa.

Os impactos da intensificação drástica desse fenômeno afetam todos os ecossistemas da biosfera terrestre, sendo algumas de suas consequências irreversíveis, tais como a perda permanente de biodiversidade e, consequentemente, a ameaça de extinção de diversas espécies. No ambiente aquático, os maiores impactos observados são, principalmente, o aumento da temperatura e a acidificação dos oceanos, causados pela absorção de parte do dióxido de carbono atmosférico pela água do mar. Essas alterações no ecossistema marinho geram condições estressantes para diversos organismos que o compõe. No caso dos recifes de corais, por exemplo, a resposta direta observada é o seu branqueamento e, a longo prazo, a sua morte.

Os corais são animais! Apesar de, para muitos, se assimilarem a rochas ou plantas.

Os corais são formados por colônias de milhares de pequenos animais chamados pólipos, seres em formato de tubo e com pequenos tentáculos dispostos em círculo no topo de seu corpo cilíndrico. Sua sobrevivência depende principalmente de uma relação simbiótica com microalgas conhecidas como zooxantelas, as quais vivem no interior dos tecidos dos corais, realizam fotossíntese e fornecem grande parte de seu alimento. Além disso, as zooxantelas são responsáveis pelas cores vibrantes e características dos recifes, portanto, é possível deduzir agora que o fenômeno de branqueamento está diretamente relacionado à sua saúde.

Imagem ampliada de um pólipo.

Corais são animais extremamente sensíveis à alterações ambientais e o aumento da temperatura dos oceanos representa um importante fator de estresse para eles. Nessas condições, os corais expulsam as zooxantelas, tornando os tecidos do animal transparentes e revelando seu esqueleto branco por baixo, além de deixá-los propensos à doenças e à falta de nutrientes pela má alimentação a longo prazo.

Esse processo trágico provoca graves impactos ambientais, principalmente porque os recifes abrigam cerca de 25% da biodiversidade marinha, estando entre os ecossistemas mais ricos do planeta. Fora a questão ambiental, a situação também afeta as pequenas economias locais, dado que os corais sustentam cerca de 1 bilhão de pessoas que trabalham com a pesca costeira, além do setor turístico que movimenta cidades à beira mar.

O problema alcança oceanos do Atlântico Sul e ao Pacífico, que enfrentam níveis extremos de estresse térmico, colocando em risco a fauna marinha e as comunidades costeiras que dependem desses biomas. Os efeitos do branqueamento podem ser reversíveis, se a temperatura da água esfriar rápido o suficiente, os animais podem se recuperar. Porém, as ondas de calor tem se tornado cada vez mais intensas e frequentes. Entre 2009 e 2018, estima-se que 14% dos corais de todo o mundo foram perdidos, segundo dados de um estudo de 2020 da Rede Global de Monitoramento de Recifes de Coral, apoiada pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).

As pesquisas científicas voltadas à preservação dos recifes de coral têm avançado significativamente nos últimos anos, buscando alternativas para amenizar os impactos do branqueamento. Entre as principais soluções em teste estão o cultivo e transplante de corais mais resistentes ao calor, o uso de probióticos para fortalecer sua saúde e análises genéticas capazes de identificar espécies com maior tolerância às mudanças climáticas. Além disso, pesquisadores também desenvolvem projetos de restauração de recifes degradados e realizam monitoramento contínuo das condições ambientais, na tentativa de aumentar a resiliência desses ecossistemas frente às ondas de calor.

Nesse contexto, a Química Júnior desempenha um papel fundamental ao oferecer soluções que aplicam o conhecimento técnico da química para minimizar os impactos do aquecimento global. Por meio de serviços como o de Carbono Neutro, auxiliamos empresas e eventos no monitoramento, redução e compensação das emissões de gases de efeito estufa, contribuindo diretamente para a diminuição dos impactos climáticos que ameaçam os ecossistemas.

Esse trabalho reforça nosso compromisso com a preservação ambiental e demonstra que a química deve atuar como ferramenta essencial no desenvolvimento de soluções sustentáveis para enfrentar os desafios ambientais contemporâneos. Se a sua empresa busca adotar práticas mais sustentáveis e crescer de forma responsável, a Química Júnior possui soluções alinhadas às suas necessidades.

Entre em contato com nossa equipe e descubra como podemos contribuir juntos para a redução dos impactos ambientais e a construção de um futuro mais sustentável.

Texto redigido por Maria Eduarda Vidal Piai e Camilla Alves Franco. Revisado por Marina Carvalho de Souza.

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