Qual a importância da vacina?

O que é uma vacina?

O termo vacina trata de um mecanismo da medicina de prevenção da contaminação de doenças virais transmitidas aos seres humanos. Os registros mais antigos de humanos agindo ativamente para criar uma imunidade contra uma doença datam-se do século XVI na China contra a varíola, em que restos das feridas causadas pela doença eram secas por métodos naturais e aspiradas pelos humanos, uma prática chamada de variolação.

Após essa prática, costumava-se adquirir sintomas moderados da doença, deixando-a menos perigosa aos seres humanos, pois a prática deixava o organismo pronto para combater o vírus. Apesar de oferecer uma certa imunidade, a variolação não era considerada uma vacina, pois não era segura e muitas vezes não possuía a eficácia desejada.

Referência às vacinas do coronavírus, vírus esse que possui estrutura de uma coroa

As vacinas tradicionais produzidas atualmente são vacinas de vírus inativado, ou de restos celulares dos vírus que, ao serem inseridos na circulação sanguínea, são capazes de ativar a produção de anticorpos específicos do vírus inoculado, em que esses anticorpos são os principais meios de defesa do nosso organismo contra microorganismos estranhos ao nosso corpo.

 Após a aplicação da vacina, em alguns casos há efeitos colaterais leves, como febre, ou dor no local da aplicação. Geralmente, após 14 dias da primeira dose, ao inocular a segunda dose, o corpo humano consegue produzir um número elevado de anticorpos em um curto período de tempo, que permanecerão atuantes por um certo período de tempo, a depender da vacina. 

Esses anticorpos serão responsáveis em matar em um momento futuro o vírus que conseguir adentrar no organismo de forma indesejada, impedindo com que o vírus cause sintomas graves à pessoa contaminada.

Como é o funcionamento, de modo geral, da pesquisa e do desenvolvimento da vacina?

Infelizmente as vacinas não são produzidas da noite para o dia e dependem de muito investimento monetário.

Farmacêutico trabalhando na produção de uma vacina

Inicialmente se inicia as pesquisas do sequenciamento genético do vírus, com o objetivo de dar os primeiros passos para o desenvolvimento da vacina, desenvolvimento esse que, geralmente, possui três fases:

Primeira etapa observação de uma primeira versão da vacina em testes laboratoriais e clínicos em roedores e macacos, para averiguar a segurança do mecanismo e sua eficácia qualitativa – ou seja, se induz uma produção de anticorpos, não se importando com a quantidade.

Uma segunda etapa com a inoculação da vacina em um número reduzido de humanos para averiguar também sua eficácia e segurança em nossa espécie.

E uma terceira fase, a qual fará a vacinação em um número maior de participantes do estudo para averiguar a eficácia global da vacina, possíveis efeitos colaterais, os quais serão detectáveis com um número de aplicações, além de dados mais detalhados, como a taxa de anticorpos produzidas.

Toda essa pesquisa e desenvolvimento pode demorar anos para conseguir resultados capazes de demonstrar segurança e eficácia. Entretanto, durante uma pandemia, esse estudo consegue ser tratado de forma mais rápida, como é o caso da pandemia do Sars-CoV-2 (COVID-19).

Isso acontece pela urgência planetária de diversas potências mundiais estarem em busca da prevenção do coronavírus, ou seja, estudos estão sendo realizados em diversas partes do mundo, e a rápida circulação do vírus na população permite que os resultados dos estudos sejam coletados de forma mais rápida. Vale salientar que, apesar de as vacinas do COVID-19 terem sido desenvolvidas de forma muito rápida, tal fato não as rebaixam em comparação com as vacinas que levaram vários anos para se concluir o desenvolvimento, haja vista que, mesmo com toda a urgência, as etapas do desenvolvimento são seguidas à risca.

Qual a importância de uma vacina?

A vacina coronavírus é fruto de estudo das ciências biológicas

Uma vacina é a principal arma da humanidade atualmente contra as doenças. Graças às vacinas, algumas doenças já foram erradicadas; isto é, não houve notificação de pessoas manifestando sintomas destas enfermidades há décadas. Além disso, em casos onde não se atinge o máximo de eficiência, há redução nos efeitos causados pela doença, reduzindo a zero o risco de mortalidade. Incrível, não é mesmo? Isso é o que aconteceu com a vacina da Covid-19. De acordo com estudo divulgado pelo Instituto Butantan até o presente momento. a eficácia da vacina da Covid-19 desenvolvida na instituição é de:

 

  • 100% para casos graves ou moderados, que incluem óbitos, internamento em UTIs e hospitalização;
  • 77,96% para casos leves, que necessitam de atendimento ambulatorial; e
  • 50,38% para casos muito leves, que não necessitam de cuidados médicos.

 

Isso significa que, caso contraia o coronavírus, uma pessoa vacinada não corre nenhum risco de óbito, podendo apresentar sintomas leves. Isso se ela apresentar sintomas. Bem interessante, não?

Os efeitos sociais da vacinação

A vacinação, apesar de todos seus benefícios, virou alvo de forte contestação, numa onda de ataques que representam o movimento antivacina.
As pessoas apontam que: 

  • A imunização é prejudicial a saúde das pessoas;
  • A vacina, por ser obrigatória, não respeita a liberdade da população.

Mas, antes de mais nada, vamos buscar entender a validez destas afirmações? Primeiramente, não há nenhum dado concreto sobre vacinas já autorizadas que causaram algum efeito colateral mais grave nos indivíduos vacinados. Aliás, para uma vacina ser autorizada, é fundamental que ela passe por várias etapas de testagem, como já mencionamos acima.

Quanto à obrigatoriedade da vacinação, é importante compreender que as vacinas não são um benefício fornecido pelo Estado. Mas sim, uma medida de gestão de saúde pública, impactando no âmbito coletivo de imunização. 

Para que uma campanha de vacinação seja eficaz, é necessário vacinar toda uma população. Pois, desta forma, não se abre possibilidade de novos surtos de doenças já erradicadas pela vacina, nem de mutações dos vírus e bactérias que causam essas enfermidades. O Brasil já está lidando com a volta de problemas já solucionados, como é o caso do sarampo.

Em resumo, quando você se vacina, não se trata apenas de você, mas sim de uma atitude tomada em prol de toda a sociedade em que você está inserido. É um fenômeno chamado imunidade de grupo: a sua imunização ajuda a proteger também aqueles que não puderam/conseguiram se vacinar.

A importância do investimento científico

A ciência é a maior arma nos dias atuais. Tanto para o bem, como é o caso das vacinas, quanto para o mal, como no caso de bombas nucleares, por exemplo. Mas vamos focar no lado positivo: o atual contexto em que o mundo está inserido nos diz muito sobre ele.
Os países que incentivam as ciências biológicas foram muito mais eficientes no controle do avanço da pandemia do novo coronavírus. E isso não só se tratando de imunização, como também de orientações e estudos pontuais que ajudaram a reduzir o contágio.

Mas isso não se limita somente ao cenário pandêmico. Países com que investem em tecnologia científica dominam as ações do cenário mundial, consumindo matéria prima de países sem tecnologia e devolvendo produtos finais a estes, num preço mais elevado. Ciência também é poder econômico.

O investimento na ciência abre muitas portas

Então, por que não investir em tecnologia? Um produto inovador pode realmente quebrar paradigmas e revolucionar o mercado. E desenvolver produtos pode ser muito mais simples do que parece ser. No P&D, por exemplo, tudo começa com uma boa pesquisa, bem fundamentada e embasada em artigos científicos. Aliás, a pesquisa é mais importante que o próprio desenvolvimento, pois serve como uma espécie de guia para este.

A Química Jr. atua fortemente na pesquisa e já ajudou inúmeros micro e pequenos empreendedores a tirar suas ideias do papel e criarem produtos incríveis. O que podemos fazer por você?

 

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Entre em contato conosco! Somos alunos da UNESP Araraquara, e temos vários projetos de Pesquisa e desenvolvimento (P&D)se quiser ler outros textos sobre ciência, clique aqui.

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